Tutorial de primeiros passos

Da criação da conta à primeira credencial da API

Este guia acompanha você pelo painel do Flex DFe, tela a tela, até a sua conta estar pronta para emitir: um emitente ativo, uma série de numeração e uma credencial para o seu sistema usar. Tudo em homologação, sem custo e sem prazo.

Antes de começar

Separe estes itens. Com eles em mãos, o caminho inteiro se faz numa sentada.

Este guia é de NF-e e NFC-e. A NFS-e Padrão Nacional tem passos próprios, como a inscrição municipal, a consulta de convênio e a série de DPS: veja API de NFS-e Nacional.

O que ter em mãos

  • Um e-mail que você acessa agora. O link de ativação chega nele, e ele vira o seu login.
  • Um celular com app autenticador (Google Authenticator, Microsoft Authenticator, Authy ou similar). O painel só abre depois que o segundo fator estiver ligado.
  • O CNPJ e a razão social da sua empresa, para a conta.
  • Os dados da empresa que vai emitir as notas: CNPJ, razão social, inscrição estadual, regime tributário e endereço fiscal completo, com o código IBGE do município.
  • O certificado digital A1 dessa empresa, em arquivo .pfx ou .p12, e a senha dele. O certificado precisa ser do próprio emitente.
  • Quem vai integrar o seu sistema. O último passo entrega uma credencial que essa pessoa usa com a Referência da API.
Homologação primeiro. Toda conta nasce no ambiente de homologação, onde as notas são de teste e não têm valor fiscal. Você configura e testa tudo ali. Produção é o passo 11, e só entra quando você pedir.
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Crie sua conta

Ao final, você recebe um e-mail com o link para definir a senha.

Onde: flexdfe.com.br › botão Criar conta

O formulário pede quatro coisas e um aceite:

  • E-mail. É por ele que o link de ativação chega, e é o seu login depois.
  • Nome. Opcional. Sem ele, o painel mostra o seu e-mail.
  • CNPJ da sua empresa. O formato alfanumérico, em vigor desde julho de 2026, é aceito.
  • Razão social.
  • Aceite dos Termos de Uso e da Política de Privacidade. A caixa vem desmarcada e os dois documentos abrem em aba nova para leitura.

Não há campo de senha aqui. Ela é definida no próximo passo, a partir do link do e-mail, depois que o endereço foi confirmado. Ao enviar, a tela diz Confira sua caixa de entrada e o cadastro está feito.

"Este e-mail já tem cadastro". Se você já criou a conta antes, a tela oferece duas saídas: Entrar, para quem já definiu a senha, e Recuperar o acesso, para quem nunca chegou a defini-la ou perdeu o link. Qualquer uma das duas resolve.
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Defina sua senha

Ao final, o seu acesso está liberado e você pode entrar.

Onde: o link do e-mail "Ative seu acesso"

Abra o e-mail e clique no link. Ele leva à tela Defina sua senha, que pede a senha e a confirmação. A tela mostra ao vivo se a senha atinge o mínimo de 12 caracteres e se as duas conferem. Quem decide se a senha é aceita é o servidor, que também recusa senhas comuns demais.

Ao enviar, a tela diz Tudo pronto e oferece o botão para entrar.

O link tem prazo. Se a tela disser Este link não vale mais, volte à tela de login, clique em Esqueceu a senha? e informe o seu e-mail. Um link novo chega na hora, e o antigo deixa de valer.
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Entre e ligue o segundo fator

Ao final, você está dentro do painel, com a conta protegida por senha e código.

Onde: /app/login, e depois a tela de Segurança

Entre com o e-mail e a senha. Como você administra a conta, o painel só abre depois que o segundo fator estiver ligado, e por isso o primeiro acesso cai direto na tela de Segurança. São três passos:

  1. Escaneie o QR code no seu app autenticador. Se a câmera não ajudar, digite a chave que aparece ao lado.
  2. Digite o código de 6 dígitos que o app mostra, para confirmar que o pareamento funcionou.
  3. Guarde os códigos de recuperação. A tela oferece o botão para baixá-los. Cada um vale uma vez e substitui o app se você perder o celular.

Depois disso, o botão Ir para o painel abre a conta. Em todo login seguinte, a tela Confirme o segundo fator pede o código do app, ou um código de recuperação.

Sem os códigos de recuperação, o celular vira o único caminho de volta. Guarde o arquivo num lugar que sobreviva ao aparelho. Se a conta tiver outro Proprietário ou Gestor, essa pessoa consegue zerar o seu segundo fator pela tela de Usuários & acessos. Se você é a única pessoa da conta, o caminho é o suporte.
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Conheça o painel

Ao final, você sabe para onde cada item do menu leva, e quais deste guia importam agora.

O menu lateral tem doze itens. Os da tabela abaixo são os que este guia percorre. Os outros (Notas emitidas, Caixa de entrada, Manifestação, Consulta de cadastro e Exportação de XMLs) são do dia a dia, quando as notas começarem a existir.

Item do menuPara quêPasso
PainelA visão geral: emissões, últimas notas, validade dos certificados e ambiente de cada emitente.
EmitentesAs empresas que emitem nota pela sua conta, com certificado e ambiente de cada uma.5
Config. DF-eOs parâmetros fiscais em vigor de cada emitente, e a troca de ambiente.6 e 11
SériesA numeração das notas, por emitente, ambiente e documento.7
Credenciais & WebhooksO acesso do seu sistema à API e o endereço que recebe o resultado de cada nota.8 e 9
Usuários & acessosAs pessoas da sua conta e o que cada uma pode fazer.10
SegurançaO seu segundo fator e o histórico de acessos.3

No topo há um seletor de emitente. As telas de configuração e as listas obedecem a ele: com um emitente só, ele já vem escolhido; com vários, escolha antes de ver os dados.

Quem cria a conta entra com o papel de Proprietário, o único que enxerga e edita tudo. Os outros papéis estão no passo 10.

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Cadastre o emitente

Ao final, a empresa que emite as notas está cadastrada, com certificado e ativa.

Onde: Emitentes › Novo emitente

Um emitente é uma empresa que emite nota pela sua conta, com o próprio CNPJ, o próprio certificado e a própria numeração. Se você atende vários clientes, cada um é um emitente. O cadastro é um assistente de quatro passos, e a ordem importa: o emitente só é gravado na revisão, e o certificado só pode ser enviado depois disso.

Passo 1 de 4: Identificação da empresa

  • CNPJ. Pode digitar com ou sem pontuação. A plataforma guarda só os dígitos.
  • Inscrição estadual. O número, ou a palavra ISENTO.
  • Razão social, conforme o cartão CNPJ, e o nome fantasia, opcional.
  • Regime tributário. Simples Nacional vem marcado por padrão. As outras opções são Simples Nacional com excesso de sublimite, Regime Normal e MEI. Este campo decide como o ICMS de cada nota é classificado, então confira com o contador.
  • Ambiente. Deixe em Homologação, que é o recomendado para começar. A opção Produção aparece, mas fica travada até a liberação no seu plano (passo 11).

Passo 2 de 4: Endereço fiscal

CEP, logradouro, número, bairro, município, estado e o código IBGE do município, de 7 dígitos. Esse código vai dentro de cada nota, então precisa estar certo. Ele está no cartão CNPJ e no site do IBGE.

Passo 3 de 4: Revisão

Confira tudo e conclua. Aqui o emitente é gravado, ainda como rascunho: ele aparece na lista, mas não emite até ter certificado e ser ativado.

Passo 4 de 4: Certificado A1

Escolha o arquivo .pfx ou .p12 e informe a senha dele. O servidor abre o arquivo, confere que o CNPJ do titular é o do emitente e que ele está na validade. A senha é guardada cifrada, junto com o certificado, e o certificado nunca sai da plataforma.

Com o certificado aceito, aparece o botão Ativar emitente. Clique nele. Pronto: o emitente está ativo e a lista o mostra sem a marca Inativo.

Se algo falhar no meio, nada se perde. O rascunho fica na lista de Emitentes marcado como Inativo. Na linha dele há os botões Enviar certificado e Ativar, que retomam de onde parou. Não cadastre o emitente de novo, porque o CNPJ ficaria duplicado.
Renovação. O certificado A1 vence todo ano. O Painel mostra a validade de cada um, e o mesmo botão Renovar certificado, na lista de Emitentes, substitui o atual sem mexer em mais nada.
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Confira a configuração DF-e

Ao final, você sabe com que parâmetros fiscais o emitente vai emitir, e de onde cada um vem.

Onde: Config. DF-e, com o emitente escolhido no seletor

Esta tela é uma ficha de leitura. Não há o que preencher: ela mostra os parâmetros em vigor e, em cada bloco, um selo dizendo de onde o valor vem. Os blocos são o Ambiente, os parâmetros da NFC-e, o Responsável técnico, que a plataforma já preenche, e a Reforma tributária.

A única ação da tela é Trocar ambiente, entre homologação e produção. Ela pede confirmação e fica registrada no histórico do emitente. Por enquanto, deixe como está: a troca é o passo 11.

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Crie as séries de numeração

Ao final, o emitente tem pelo menos uma série ativa, e pode receber o primeiro pedido de emissão.

Onde: Séries › Nova série

Toda nota pertence a uma série, que é uma faixa de numeração. Sem a série no ambiente em que o emitente está, a API recusa o pedido de emissão. Crie uma para cada documento que o emitente vai usar. O formulário pede:

  • Ambiente. Homologação ou produção. Vem marcado o ambiente em que o emitente está, que por enquanto é homologação.
  • Documento. NF-e (55) ou NFC-e (65).
  • Série. O número da série. Se você está começando, use 1.
  • Modo. Gerenciada: a plataforma aloca o próximo número a cada emissão, e o seu sistema não manda número nenhum. Externa: o seu sistema manda o número de cada nota, e a plataforma só confere. Na dúvida, escolha Gerenciada.
  • Próximo número. O primeiro número que a série vai usar. Na série de homologação, qualquer um serve. Na de produção, use 1 se o emitente nunca emitiu em produção; se ele vem de outro sistema, continue de onde a numeração de produção parou.

A série nasce ativa. A tela mostra as séries de homologação e as de produção em seções separadas, a do ambiente atual primeiro. Na lista, o interruptor de cada linha liga e desliga a série, e o botão de editar permite trocar o modo ou avançar o próximo número. Ele só aceita um número acima do maior já emitido na série.

Cada ambiente tem as suas séries. A série 1 de homologação e a série 1 de produção são duas séries, cada uma com a sua numeração, como na SEFAZ. Testar em homologação não gasta número de produção, e a troca de ambiente não leva a numeração junto. Antes de ir a produção, crie as séries de produção escolhendo Produção no campo Ambiente: sem elas, a primeira nota de produção é recusada.
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Gere a credencial da API

Ao final, você tem o par Client ID e Secret que o seu sistema usa para falar com a API.

Onde: Credenciais & Webhooks › aba Credenciais › Nova credencial

Uma credencial é o acesso do seu sistema, sem pessoa no meio. O formulário pede:

  • Descrição. Algo que identifique quem usa: "ERP loja 3", "job noturno de conciliação".
  • Tipo. Operacional emite por um emitente, que você escolhe em seguida. É a certa para integrar um cliente, e o Quickstart da API foi escrito para ela. Gestão administra a conta inteira, inclusive cadastrando emitentes, e só o Proprietário pode criá-la.

Ao salvar, a tela mostra o Client ID e o Secret. O Secret aparece uma única vez. Copie os dois agora e guarde num lugar seguro. Se ele se perder, o caminho é revogar a credencial e criar outra. A tela também imprime o endereço-base da API, que o seu sistema usa junto com a credencial.

Entregue ao desenvolvedor o Client ID, o Secret, o endereço-base e o link da Referência da API. O Quickstart de lá emite uma nota de homologação em três chamadas, e o exemplo de integração é um sistema pequeno, com código aberto, que percorre o ciclo inteiro: do cadastro do emitente à nota autorizada e ao aviso do webhook.

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Configure o webhook

Ao final, o seu sistema recebe o resultado de cada nota no instante em que a SEFAZ responde. Este passo é opcional.

Onde: Credenciais & Webhooks › aba Webhooks

Um webhook é um endereço do seu sistema que a plataforma chama para avisar o desfecho de cada nota. Sem ele, o seu sistema pode esperar a resposta na própria chamada ou consultar depois. A aba mostra um cartão por emitente, e a configuração é uma por emitente:

  • URL. Um endereço HTTPS público do seu sistema.
  • Entrega ativa. O interruptor que liga e desliga os avisos sem apagar a configuração.

Ao salvar pela primeira vez, a plataforma gera um segredo, que assina cada entrega. O seu desenvolvedor usa esse segredo para conferir que a chamada veio do Flex DFe. Ele também aparece uma única vez, e o botão de rotacionar gera outro quando for preciso.

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Convide sua equipe

Ao final, cada pessoa da sua empresa entra com o próprio acesso e vê só o que precisa.

Onde: Usuários & acessos › Convidar usuário

O convite pede o nome, o e-mail, o papel e o escopo: todos os emitentes, ou só alguns. A pessoa recebe o e-mail "Ative seu acesso", define a senha e entra. Enquanto isso, ela aparece na lista com a marca Convite pendente.

PapelO que pode fazer
ProprietárioTudo, inclusive convidar outro Proprietário e criar credenciais de Gestão.
GestorVê os emitentes, mas não os cadastra. Gere configuração DF-e, séries, credenciais operacionais, webhooks e pessoas até o próprio nível. Cancela notas.
OperadorEmite e acompanha notas, e configura webhooks. Não vê Emitentes, Config. DF-e, Séries nem Credenciais.
Fiscal / leituraSó lê: acompanha notas e exporta XMLs, sem alterar nada.

Ninguém concede um papel acima do seu. Proprietário e Gestor também precisam ligar o segundo fator no primeiro acesso, como no passo 3; Operador e Fiscal, não. Pela mesma tela, o botão Gerenciar de cada linha troca o papel e o escopo, zera o segundo fator de quem perdeu o celular e remove o acesso.

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Leve um emitente a produção

Ao final, as notas do emitente têm valor fiscal.

Onde: e-mail ao suporte, depois Config. DF-e › Trocar ambiente

A homologação é gratuita, sem limite de notas e sem prazo. A produção depende do seu plano, e o painel diz isso no próprio botão: enquanto a conta não tiver produção liberada, a opção aparece desabilitada com o motivo ao lado.

  1. Peça a liberação escrevendo para suporte@flexdfe.com.br, com a razão social e o CNPJ da sua conta. O próprio painel monta esse e-mail quando você clica no aviso.
  2. Crie as séries de produção do emitente, como no passo 7, escolhendo Produção no campo Ambiente. A numeração de produção é separada da de teste e começa no número que você escolher.
  3. Troque o ambiente em Config. DF-e. A tela avisa que as notas passam a ter valor fiscal, que as URLs do QR Code da NFC-e mudam, e que a mudança fica registrada. Se algum documento com série ativa em homologação ainda não tiver série de produção, ela diz qual e oferece um atalho para criá-la; se a série de produção existir, mas estiver inativa, ela pede para reativá-la. Confirme em Promover para produção.

Novos emitentes já podem nascer em produção, escolhendo o ambiente no passo 1 do cadastro, enquanto o plano tiver vaga.

O que vem depois

A configuração acabou. A partir daqui, o dia a dia acontece nas telas de Notas emitidas, Caixa de entrada, Manifestação, Consulta de cadastro e Exportação de XMLs, e no seu sistema, pela API.

Ficou com dúvida em algum passo, ou uma tela não bateu com o que está escrito aqui? Escreva para suporte@flexdfe.com.br.